sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Santa Juliana de Cornillon





Também conhecida como Santa Juliana de Liege.

Na cidade de Liége, na Bélgica, numa das casas de uma aldeia chamada Retinne, nasceu em 1193 a pequena Juliana.

Ficando órfã aos cinco anos de idade, junto com sua irmã Agnes foram confiadas aos cuidados das irmãs agostinianas em Monte Cornillon.

Ali receberam uma boa educação e aprenderam a viver piedosamente, adaptando-se ao estilo de vida das religiosas.

Assim, com apenas 14 anos de idade ingressou definitivamente na comunidade das irmãs agostinianas.

O amor e a devoção da Irmã Juliana de Cornillon ao Santíssimo Sacramento sempre chamou a atenção por seu grau elevadíssimo.

Era Deus que já ia preparando-lhe o coração para que servisse de instrumento na grande missão de difundir o valor da Sagrada Eucaristia.

Num dia qualquer de 1208, irmã Juliana encontrava-se em oração quando teve a visão de um astro semelhante à lua cheia brilhante, mas com uma pequena incisão preta.

Temendo ser vítima de uma ilusão maligna, suplicou a Deus que lhe esclarecesse as visões, que passaram a se repetir diariamente.

Só depois de dois anos é que Nosso Senhor revelou o significado daqueles sonhos, dizendo-lhe: "A lua representa a Igreja e suas festas.

E a incisão negra significa a falta da solenidade cuja instituição eu desejo, para despertar a fé dos povos e para o bem espiritual dos meus eleitos.

Quero que uma festa especial seja estabelecida em honra ao Sacramento do Meu Corpo e do Meu Sangue".

No momento que julgou apropriado, irmã Juliana contou às autoridades religiosas a missão que havia recebido.

Falou com dom Roberto de Thorote (então bispo de Liége), ao doutor Dominico Hugh e ao bispo dominicano dom Jacques de Pantaleón de Troyes, que mais tarde seria eleito Papa, chamando-se Urbano IV.

Dom Roberto convocou um sínodo em 1246 e disse aos seus padres, religiosos e leigos que a festa de Corpus Christi passaria a ser celebrada.

Porém o bispo faleceu naquele mesmo ano e não viu seu desejo realizado. Muitos dos que se haviam oposto à celebração da festa ficaram aliviados, pois achavam que irmã Juliana tinha imaginação excessiva.

A religiosa passou a ser perseguida por causa de sua missão, sendo inclusive transferida por certo tempo para um lugar chamado Namur.

Apesar disso, em 1247 o Cardeal Cher, religioso dominicano, decidiu instituir a solenidade de Corpus Christi em toda a sua Diocese.

Foi ele mesmo quem conduziu o Santíssimo Sacramento na primeira procissão eucarística na Igreja de San Martin, em Liége.

Depois de anos de perseguição e sofrimento, a irmã Juliana viu sua missão concretizar-se.

Mas não conseguiu ver a festa em honra ao Santíssimo Sacramento ser estendida a toda a Igreja, pois veio a falecer em 5 de abril de 1258.

Em 1264 o Papa Urbano IV, que anos antes ouviu pessoalmente os relatos de irmã Juliana, determinou que a solenidade de Corpus Christi fosse celebrada pela Igreja em todo o mundo.

SUA FESTA É COMEMORADA NO DIA 6 DE ABRIL

Santa Juliana de Falconieri




Fundou a Congregação Servas de Maria

Juliana nasceu em Florença no ano de 1270. Era filha única do já idoso casal Caríssimo e Ricordata, da riquíssima disnatia dos Falconieri. 

De grande tradição na aristocracia, bem como no clero, a família contribuiu ao longo do tempo com muitos santos venerados nos altares da Igreja. 

Ela era sobrinha de santo Aleixo Falconieri, um dos sete fundadores da Ordem dos Servos de Maria, e como ele também trilhou o caminho para a santidade.

Ainda criança, vivia com o coração dedicado às virtudes, longe das ambições terrenas e das vaidades. Junto com algumas amigas, em vez das brincadeiras típicas da idade, preferia cantar e rezar para o Menino Jesus e a Virgem Maria.

Aos quinze anos de idade, fez voto de castidade, ingressando na Ordem das Servitas, sob a orientação de Filipe Benício, hoje santo. 

Foi seguida por suas amigas aristocratas e, com o apoio de religiosas, passaram a visitar hospitais e a desenvolver dezenas de obras de caridade e assistenciais.

Essas jovens se organizaram de tal forma que logo optaram por ter sua própria instituição. 
Com inspiração em regras escritas por Juliana, fundaram a Congregação das Servas de Maria, também chamadas de “Mantellate”, numa referência ao hábito que vestem. Ordem que obteve a aprovação canônica em 1304.

A dedicação de Juliana foi tão radical ao trabalho junto aos pobres e doente, às orações contemplativas e às severas penitências que acabou por adoecer. 

Mesmo assim, continuou dormindo no chão e fazendo os jejuns a que se tinha proposto. Por isso os problemas estomacais surgiram, passaram a ser freqüentes e depois se tornaram crônicos, padecendo de fortes dores.

Apesar disso, não diminuiu as penitências, nem mesmo o trabalho com seus pobres e doentes abandonados. 

Aos setenta anos, o problema gástrico era tão grave que não conseguia manter nenhum alimento no estômago. Nem mesmo a hóstia.

Poucos momentos antes de morrer, Juliana pediu  ao Padre Tiago de Campo Regio que lhe trouxesse ao menos o cibório em sua cela; ela se estendeu ao chão, e com os braços em cruz, quis que um corporal fosse estendido sobre o seu peito e que a santa hóstia fosse aí depositada; tão logo foi depositada, desapareceu misteriosamente, e Juliana morreu dizendo: “Meu doce Jesus” era o dia 19 de junho de 1341.

Quando foi feito a toalete fúnebre, encontrou-se sobre o coração da santa, a marca da hóstia como um selo, tendo a imagem de Jesus crucificado. O Senhor que ela tanto desejou receber, escutou-a para além de toda esperança.

As “Mantellate”, trazem sobre o lado esquerdo do escapulário a imagem de uma hóstia, em memória desse milagre. 

Canonizada em 1737 pelo papa Clemente XII.

ORAÇÃO

Ó Deus, por meio de Santa Juliana, exemplo de castidade e de penitência, suscitastes na Ordem dos Servos de Maria uma família de virgens a vós consagradas; fazei que a vossa Igreja, movida pelo amor do Esposo, mantenha sempre viva a chama da virgindade fecunda. Por Cristo, nosso Senhor.

SUA FESTA É COMEMORADA NO DIA 19 DE JUNHO