terça-feira, 25 de junho de 2013

São Barnabé


Barnabé (Chipre, século I d.C. – Salamina, c. 61 d.C.) foi um dos primeiros cristãos mencionados no Novo Testamento. 

Seus pais, judeus helênicos lhe deram o nome de José (em grego bizantino Ιὠσης), mas quando ele vendeu todos os seus bens e deu o dinheiro aos apóstolos em Jerusalém, eles lhe deram um novo nome, Barnabé, que parece originar-se do aramaico בר נביא, que significa "(o filho do) profeta". 

No entanto, o texto grego do Atos dos Apóstolos 4:36 explica o nome como υἱός παρακλήσεως (hyios paraklēseōs), que significa "filho da exortação/consolação".
Em Atos 14:14, ele está listado à frente de Paulo, "Barnabé e Paulo", e ambos são chamados ἀπόστολοι , translit. apostoloi, apóstolos ". 

Se Barnabé foi um apóstolo ou não tornou-se uma questão política importante, que foi debatida na Idade Média. Ele está listado entre os Setenta Discípulos.

É considerado como santo e apóstolo, tanto pela Igreja Católica como pelas Igrejas Ortodoxas, sendo liturgicamente comemorado em 11 de Junho.

Barnabé é um dos primeiros profetas e professores da igreja em Antioquia (Atos 13:1). Lucas fala dele como um "bom homem" (Atos 11:24). 

Ele nasceu de pais judeus, da tribo de Levi. Sua tia era mãe de João Marcos (Colossenses 4:10), amplamente reconhecido como o autor do Evangelho de Marcos.

Barnabé era natural de Chipre, onde possuía terras (Atos 4:36-37), que vendeu, doando o dinheiro para a igreja em Jerusalém. 

Quando Paulo regressou a Jerusalém, depois de sua conversão, Barnabé o levou até os apóstolos (Atos 9:27). É possível que eles tenham estudado juntos na escola de Gamaliel.

A prosperidade da igreja em Antioquia levou os apóstolos e irmãos em Jerusalém a enviar Barnabé para lá a fim de supervisioná-la. 

Ele achou o trabalho tão extenso e pesado que foi para Tarso em busca de Paulo para ajudá-lo. Paulo retornou com ele para Antioquia e trabalhou com ele durante um ano inteiro (Atos 11:25-26). 

No final deste período, os dois foram enviados até Jerusalém (A.D. 44) com as contribuições que a igreja de Antioquia havia feito para os membros mais pobres da igreja de Jerusalém (Atos 11:28-30).

Pouco tempo depois eles voltaram, trazendo João Marcos com eles, e foram designados como missionários para a Ásia Menor. 

Visitaram Chipre e algumas das principais cidades da Panfília, Pisídia, e Licaônia (Atos 13:14). Depois da sua conversão, Paulo de Tarso começa a ganhar destaque. 

A partir daí, ao invés de "Barnabé e Paulo", como até então (11:30; 12:25; 13:2,7), agora lê-se "Paulo e Barnabé" (13:43,46,50; 14:20; 15:2,22,35). Só em Atos 14:14 e Atos 15:12-25 Barnabé ocupa novamente o primeiro lugar, porque tinha uma estreita relação com a igreja de Jerusalém. 

Paulo aparece numa pregação missionária (13:16; 14:8-9, 19-20), quando os moradores de Lídia o consideraram como Hermes, e Barnabé como Zeus (14:12).
Voltando dessa primeira viagem missionária a Antioquia, eles foram novamente enviados a Jerusalém para consultar com a igreja de lá quanto à relação dos gentios com a igreja (Atos 15:2; Gálatas 2:1). 

Segundo Gl. 2:9-10, foi feito um acordo entre eles e os apostólos João e Pedro, ficando decidido que Paulo e Barnabé iriam, no futuro, pregar aos pagãos, não esquecendo os pobres de Jerusalém. 

Depois da questão ter sido resolvida, voltaram para Antioquia, levando o acordo do que ficaria conhecido Concílio de Jerusalém, segundo o qual gentios poderiam ser admitidos na igreja.

Tendo retornado para Antioquia e passado algum tempo lá (15:35), Paulo pediu a Barnabé para acompanhá-lo em outra viagem (15:36). 

Barnabé quis levar João Marcos novamente, mas Paulo não concordou (15:37-38). A disputa terminou com Paulo e Barnabé tomando rotas distintas. 

Paulo tomou Silas como seu companheiro, e ambos percorreram a Síria e a Cilícia; Barnabé, com seu primo mais novo João Marcos, foram para Chipre (15:36-41).

Barnabé não é mencionado novamente por Lucas em Atos. No entanto, sabe-se que ele continuou a trabalhar como missionário (I Coríntios 9:6).

Quando Barnabé foi à Síria e a Salamina pregando o evangelho, alguns judeus, tendo-se irritado com o seu extraordinário sucesso, caíram sobre ele quando estava pregando na sinagoga, arrastaram-no para fora e apedrejaram-o até a morte. 

Seu primo, João Marcos enterrou seu corpo em uma caverna, onde permaneceu até a época do imperador Zenão I, em 485 d.C. 

Seus restos mortais foram encontrados em 488. Seu túmulo se encontra no mosteiro construído em seu nome, em Salamina (Chipre).

Barnabé é venerado como o santo padroeiro de Chipre.

ORAÇÃO



 “Do Apóstolo companheiro, grande auxílio em seu labor, sobe a ti, do mundo inteiro, nossa súplica e louvor”. Boa nova anunciaram os arautos do Senhor: pela terra ressoaram a verdade, a paz e o amor. Pelo céu foste escolhido, Deus te deu igual missão: eis-te aos Doze reunido, endo Lucas por irmão. Que as palavras esparzidas, dando seus frutos de luz, sejam todas recolhidas, nos celeiros de Jesus. Com os Apóstolos sentado, julgarás todo mortal; cubra então nosso pecado teu clarão celestial. À Trindade celebremos, e peçamos que nos céus com os Apóstolos cantemos o louvor do único Deus.

SUA FESTA É CELEBRADA NO DIA ONZE DE JUNHO

terça-feira, 14 de maio de 2013

Santa Francisca Romana



“Foi no coração de Francisca que o Espírito Santo derramou os seus dons espirituais e ao mesmo tempo suscitou muitas iniciativas de bem”. (Bento XVI)

Francisca nasceu no ano de 1384 na cidade eterna (Roma). Seus pais pertenciam à alta aristocracia romana e chamavam-se Paulo de Busci e Jacobela da Rofredeschi.

De sua mãe recebeu os mais vivos sentimentos de fé, uma fé alicerçada na esperança e na caridade, virtudes estas recebidas no Santo Batismo. 

Nessa época, Roma encontrava-se em ruínas, foram tempos turbulentos, devido a um cisma na Igreja. 

O Foro Romano era transitado por animais e a Basílica de São Paulo foi transformada em estábulo para os pastores e rebanhos.

A jovem Francisca sempre nutriu em seu coração um forte desejo de servir a Deus e dedicar-se a oração a contemplação.

O Senhor Paulo de Busci impôs a sua vontade e usando do direito paternal deu a filha Francisca em casamento a Lorenzo de Ponziani, cuja família se orgulhava de ter entre seus antepassados o Papa Ponciano – O Mártir. 

Francisca estava com 13 anos e foi aconselhada a obedecer seu pai, pelo seu diretor espiritual. Logo após o casamento, Francisca foi morar no palácio da família de seu marido.

Em pouco tempo de casada, Francisca adoeceu gravemente e sempre atribuiu à cura de sua doença a intercessão do Santo Aleixo, que segundo seus relatos apareceu-lhe em sonhos.

Tão logo se vendo curada, Francisca e sua cunhada Vanossa passaram a visitar os pobres, assistir os doentes, e a praticar todas as obras de misericórdia.

A bondade e a caridade de Francisca chamaram atenção da população de Roma, em varias ocasiões foi vista carregando doentes, alimentando crianças e idosos nas calçadas da miséria.

O Senhor abençoou seu casamento com três filhos, João Batista, João Evangelista e Inês. 

Era uma mãe dedicada e uma esposa incansável no dia-a-dia com seu esposo.
Roma foi palco de grandes conflitos, e por essa época a igreja não tinha um, mas três Papas. Urbano VI era o legitimo, portanto a família de Francisca estava ao seu lado.

Num desses conflitos o castelo da família de Francisca foi invadido e seu marido ferido gravemente, como conseqüência dos ferimentos ficou invalido pelo resto de sua vida.

Logo em seguida Roma foi atingida pela peste e pela fome que vitimaram os filhos de Francisca, João Evangelista e Inês.

Em tudo Francisca louvava a Deus, e cada vez mais se colocava a seu serviço. O Senhor lhe favorecia com revelações e iluminações, que eram submetidas ao seu confessor.

Muitas senhoras aristocratas romanas seguiram seu exemplo permanecendo cada uma em sua casa.

No ano de 1425 formaram uma associação que se chamava Oblatas Olivetanas, pois viviam a espiritualidade dos Monges Beneditinos Olivetanos.

Somente no ano de 1433, tornou-se uma congregação religiosa de vida comunitária e a primeira casa foi em um edifício, Tor de Specchi (Torre de Espelhos). 

Francisca foi morar na comunidade e tornou-se religiosa de fato, somente após a morte do marido, viveu com seu marido uma harmoniosa união matrimonial de mais de 40 anos.

No ano de 1436, Francisca deixa o Castelo da família para viver o carisma da contemplação e assistência aos doentes, enfermos e aos mais necessitados.

Francisca Romana sofreu perseguições e humilhações porem sempre encontrou consolo e o conforto em suas longas horas de oração e na Santa Eucaristia.

Deus a consolou com revelações místicas sobre as vidas de Jesus e da Ssma. Virgem. Por algum tempo trouxe em seu corpo as chagas de Nosso Senhor.

O que mais chamou atenção da Igreja, na vida de Francisca Romana, foi a convivência com os anjos, ou seu anjo da guarda. 

Nos primeiros anos de casada, sentia a presença do anjo que sempre a advertia no caminho do bem. 

Quando perdeu seu filho João Evangelista, este lhe apareceu em grande glória e disse-lhe que trouxera do céu um anjo, quem a acompanharia e seria seu protetor e guia em todas as ocorrências da vida.

Foi este anjo seu companheiro por 24 anos, tornava-se visível só quando falava com o confessor e quando o inimigo a molestava com fortes tentações.

Mais intima foi a convivência com o anjo que Deus lhe dera nos últimos tempos de sua vida terrena. 

Este anjo lhe era visível e no seu olhar ela lia a resposta a cada pergunta e os avisos futuros.

Francisca Romana passou seus últimos quatro anos de vida no convento onde foi eleita superiora.

No ano de 1440 foi obrigada a voltar a casa de seus familiares, pois seu único filho João Batista estava gravemente enfermo, o seu coração de mãe falou mais alto e ela foi incansável no tratamento do filho.

O filho logo restabeleceu a saúde e a mãe Francisca Romana faleceu alguns dias depois no dia 9 de Março de 1440. 

Seu corpo foi sepultado, acompanhado por grande cortejo de nobres e plebeus na Igreja de Santa Maria Nuova.

Foi canonizada em 1608 e indicada por Paulo V como modelo de filha, esposa, mãe, viúva, religiosa e mística.

Que Santa Francisca nos ajude a alcançar a santidade nos mais diversos estados de vida que nos encontramos.

ORAÇÃO

Deus, em Santa Francisca, nos deste um exemplo singular das duas vidas: a monástica e a conjugal. Ajude-nos a perseverar em Vos servir de modo que, em todas as vicissitudes da vida, possamos tanto olhar para Vós, quanto Vos seguir. Amem.

SUA FESTA É CELEBRADA NO DIA 9 DE MARÇO