sábado, 13 de julho de 2013

Santo Onofre


A vida de Santo Onofre só é conhecida pelo que conta um de seus discípulos, São Pafúncio, o qual o encontrou no deserto no Egito.

Onofre viveu no século IV e tornou-se um monge em um monastério perto de Thebas de onde ele saiu para viver uma vida de ermita e contemplação. Por 60 a 70 anos, Onofre viveu só no deserto e usava como vestimenta apenas o seu cabelo e uma espécie de calça feita  de folhas.

Não obstante, ele foi e ainda é um assunto muito popular na arte Medieval.
É muito festejado na Espanha e vários são os milagres a ele atribuídos.

Quando o então Abade Pafúncio estava decidindo o que representaria para ele uma vida de eremita, conheceu no deserto a Onofre que já era um eremita por 70 anos.

Onofre contou a ele que havia sido um monge em um austero monastério em Thebas, mas teve uma vis~~ao chamando-o a imitar São João Batista e assim foi levado a viver a sua  vida de eremita.

Ele lutou por muitos anos contra  tentações as mais terríveis, mas com perseverança conseguiu vencer a todas.

São Pafúncio ficou maravilhado quando a comida milagrosamente apareceu para a refeição da noite (diz a tradição que foi um anjo que trouxe a comida de ambos).
O abade passou a noite com o eremita.

Na manhã seguinte, Onofre disse a Pafúncio que o Senhor havia dito que ele iria morrer em breve e que havia enviado Pafúncio para enterrá-lo.

E, algum tempo depois, Onofre realmente faleceu e São Pafúncio o enterrou em buraco em uma montanha e o lugar imediatamente desapareceu, como para dizer ao abade que seus restos não eram para ficar ali.

A história foi colocada em escritos por São Pafúncio e já era popular no sexto século.
Durante a Idade Média,ele foi muito popular no Leste e Oeste, principalmente na Rússia, onde é venerado juntamente com Saint Peter of Athos.

Na liturgia da Igreja Católica, ele é mostrado como um velho eremita vestido apenas com um longo cabelo e uma folha cobrindo sua cintura.

Alguma vezes ele é mostrado com um anjo trazendo o pão da Eucaristia com uma coroa a seus pés.

Ele é o padroeiro dos tecelões, talvez porque as vezes tecia sua própria peça de roupa com fios de plantas encontradas no deserto.

É protetor dos alcoólatras. Diz a lenda que teria no início de sua vida vencido esse terrível vício, mas nada foi provado nesse sentido.

Não obstante ele é invocado para a cura do alcoolismo. 

ORAÇÃO
Santo Onofre, que vencestes o vício do álcool, através da penitência e da oração, olhai para todas as nossas famílias, que sofrem por causa desta doença. Afastai delas as terríveis consequências deste mal, que têm causado a destruição de muitos lares. Livrai também meus amigos e toda a juventude dos males de. nosso tempo: álcool, drogas, mas companhias, diversões permissivas. Volte a reinar a paz e a alegria, a fim de que alcancemos todos, um dia, o Reino eterno. Amém.

SUA FESTE É CELEBRADA NO DIA 12 DE JUNHO

terça-feira, 25 de junho de 2013

São Barnabé


Barnabé (Chipre, século I d.C. – Salamina, c. 61 d.C.) foi um dos primeiros cristãos mencionados no Novo Testamento. 

Seus pais, judeus helênicos lhe deram o nome de José (em grego bizantino Ιὠσης), mas quando ele vendeu todos os seus bens e deu o dinheiro aos apóstolos em Jerusalém, eles lhe deram um novo nome, Barnabé, que parece originar-se do aramaico בר נביא, que significa "(o filho do) profeta". 

No entanto, o texto grego do Atos dos Apóstolos 4:36 explica o nome como υἱός παρακλήσεως (hyios paraklēseōs), que significa "filho da exortação/consolação".
Em Atos 14:14, ele está listado à frente de Paulo, "Barnabé e Paulo", e ambos são chamados ἀπόστολοι , translit. apostoloi, apóstolos ". 

Se Barnabé foi um apóstolo ou não tornou-se uma questão política importante, que foi debatida na Idade Média. Ele está listado entre os Setenta Discípulos.

É considerado como santo e apóstolo, tanto pela Igreja Católica como pelas Igrejas Ortodoxas, sendo liturgicamente comemorado em 11 de Junho.

Barnabé é um dos primeiros profetas e professores da igreja em Antioquia (Atos 13:1). Lucas fala dele como um "bom homem" (Atos 11:24). 

Ele nasceu de pais judeus, da tribo de Levi. Sua tia era mãe de João Marcos (Colossenses 4:10), amplamente reconhecido como o autor do Evangelho de Marcos.

Barnabé era natural de Chipre, onde possuía terras (Atos 4:36-37), que vendeu, doando o dinheiro para a igreja em Jerusalém. 

Quando Paulo regressou a Jerusalém, depois de sua conversão, Barnabé o levou até os apóstolos (Atos 9:27). É possível que eles tenham estudado juntos na escola de Gamaliel.

A prosperidade da igreja em Antioquia levou os apóstolos e irmãos em Jerusalém a enviar Barnabé para lá a fim de supervisioná-la. 

Ele achou o trabalho tão extenso e pesado que foi para Tarso em busca de Paulo para ajudá-lo. Paulo retornou com ele para Antioquia e trabalhou com ele durante um ano inteiro (Atos 11:25-26). 

No final deste período, os dois foram enviados até Jerusalém (A.D. 44) com as contribuições que a igreja de Antioquia havia feito para os membros mais pobres da igreja de Jerusalém (Atos 11:28-30).

Pouco tempo depois eles voltaram, trazendo João Marcos com eles, e foram designados como missionários para a Ásia Menor. 

Visitaram Chipre e algumas das principais cidades da Panfília, Pisídia, e Licaônia (Atos 13:14). Depois da sua conversão, Paulo de Tarso começa a ganhar destaque. 

A partir daí, ao invés de "Barnabé e Paulo", como até então (11:30; 12:25; 13:2,7), agora lê-se "Paulo e Barnabé" (13:43,46,50; 14:20; 15:2,22,35). Só em Atos 14:14 e Atos 15:12-25 Barnabé ocupa novamente o primeiro lugar, porque tinha uma estreita relação com a igreja de Jerusalém. 

Paulo aparece numa pregação missionária (13:16; 14:8-9, 19-20), quando os moradores de Lídia o consideraram como Hermes, e Barnabé como Zeus (14:12).
Voltando dessa primeira viagem missionária a Antioquia, eles foram novamente enviados a Jerusalém para consultar com a igreja de lá quanto à relação dos gentios com a igreja (Atos 15:2; Gálatas 2:1). 

Segundo Gl. 2:9-10, foi feito um acordo entre eles e os apostólos João e Pedro, ficando decidido que Paulo e Barnabé iriam, no futuro, pregar aos pagãos, não esquecendo os pobres de Jerusalém. 

Depois da questão ter sido resolvida, voltaram para Antioquia, levando o acordo do que ficaria conhecido Concílio de Jerusalém, segundo o qual gentios poderiam ser admitidos na igreja.

Tendo retornado para Antioquia e passado algum tempo lá (15:35), Paulo pediu a Barnabé para acompanhá-lo em outra viagem (15:36). 

Barnabé quis levar João Marcos novamente, mas Paulo não concordou (15:37-38). A disputa terminou com Paulo e Barnabé tomando rotas distintas. 

Paulo tomou Silas como seu companheiro, e ambos percorreram a Síria e a Cilícia; Barnabé, com seu primo mais novo João Marcos, foram para Chipre (15:36-41).

Barnabé não é mencionado novamente por Lucas em Atos. No entanto, sabe-se que ele continuou a trabalhar como missionário (I Coríntios 9:6).

Quando Barnabé foi à Síria e a Salamina pregando o evangelho, alguns judeus, tendo-se irritado com o seu extraordinário sucesso, caíram sobre ele quando estava pregando na sinagoga, arrastaram-no para fora e apedrejaram-o até a morte. 

Seu primo, João Marcos enterrou seu corpo em uma caverna, onde permaneceu até a época do imperador Zenão I, em 485 d.C. 

Seus restos mortais foram encontrados em 488. Seu túmulo se encontra no mosteiro construído em seu nome, em Salamina (Chipre).

Barnabé é venerado como o santo padroeiro de Chipre.

ORAÇÃO



 “Do Apóstolo companheiro, grande auxílio em seu labor, sobe a ti, do mundo inteiro, nossa súplica e louvor”. Boa nova anunciaram os arautos do Senhor: pela terra ressoaram a verdade, a paz e o amor. Pelo céu foste escolhido, Deus te deu igual missão: eis-te aos Doze reunido, endo Lucas por irmão. Que as palavras esparzidas, dando seus frutos de luz, sejam todas recolhidas, nos celeiros de Jesus. Com os Apóstolos sentado, julgarás todo mortal; cubra então nosso pecado teu clarão celestial. À Trindade celebremos, e peçamos que nos céus com os Apóstolos cantemos o louvor do único Deus.

SUA FESTA É CELEBRADA NO DIA ONZE DE JUNHO