terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

São Silvestre I



Este Papa dos inícios da nossa Igreja era um homem piedoso e santo, mas de personalidade pouco marcada. 

São Silvestre I apagou-se ao lado de um Imperador culto e ousado como Constantino, o qual, mais que servi-lo se terá antes servido dele, da sua simplicidade e humanidade, agindo por vezes como verdadeiro Bispo da Igreja, sobretudo no Oriente, onde recebe o nome de Isapóstolo, isto é, igual aos apóstolos.

E na realidade, nos assuntos externos da Igreja, o Imperador considerava-se acima dos próprios Bispos, o Bispo dos Bispos, com inevitáveis intromissões nos próprios assuntos internos, uma vez que, com a sua mentalidade ainda pagã, não estava capacitado para entender e aceitar um poder espiritual diferente e acima do civil ou político. 

E talvez São Silvestre, na sua simplicidade, tivesse sido o Papa ideal para a circunstância. Outro Papa mais exigente, mais cioso da sua autoridade, teria irritado a megalomania de Constantino, perdendo a sua proteção. 

Ainda estava muito viva a lembrança dos horrores por que passara a Igreja no reinado de Diocleciano, e São Silvestre, testemunha dessa perseguição que ameaçou subverter por completo a Igreja, terá preferido agradecer este dom inesperado da proteção imperial e agir com moderação e prudência.

Constantino terá certamente exorbitado. Mas isso ter-se-á devido ao desejo de manter a paz no Império, ameaçada por dissenções ideológicas da Igreja, como na questão do donatismo que, apesar de já condenado no pontificado anterior, se vê de novo discutido, em 316, por iniciativa sua. 

Dois anos depois, gerou-se nova agitação doutrinária mais perigosa, com origem na pregação de Ario, sacerdote alexandrino que negava a divindade da segunda Pessoa e, consequentemente, o mistério da Santíssima Trindade. 

Constantino, inteirado da agitação doutrinária, manda mais uma vez convocar os Bispos do Império para dirimirem a questão. Sabemos pelo Liber Pontificalis, por Eusébio e Santo Atanásio, que o Papa dá o seu acordo, e envia, como representantes seus, Ósio, Bispo de Córdova, acompanhado por dois presbíteros. 

Ele, como dignidade suprema, não se imiscuiria nas disputas, reservando-se a aprovação do veredito final. Além disso, não convinha parecer demasiado submisso ao Imperador. 

Foi o primeiro Concílio Ecumênico (universal) que reuniu em Niceia, no ano 325, mais de 300 Bispos, com o próprio Imperador a presidir em lugar de honra. 

Os Padres conciliares não tiveram dificuldade em fazer prevalecer a doutrina recebida dos Apóstolos sobre a divindade de Cristo, proposta energicamente pelo Bispo de Alexandria, Santo Atanásio. 

A heresia de Ario foi condenada sem hesitação e a ortodoxia trinitária ficou exarada no chamado Símbolo Niceno ou Credo, ratificado por S. Silvestre. 

Constantino, satisfeito com a união estabelecida, parte no ano seguinte para as margens do Bósforo onde, em 330, inaugura Constantinopla, a que seria a nova capital do Império, eixo nevrálgico entre o Oriente e o Ocidente, até à sua queda em poder dos turcos otomanos, em 1453.

Data dessa altura a chamada doação constantiniana, mediante a qual o Imperador entrega à Igreja, na pessoa de S. Silvestre, a Domus Faustae, Casa de Fausta, sua esposa, ou palácio imperial de Latrão (residência papal até Leão XI), junto ao qual se ergueria uma grandiosa basílica de cinco naves, dedicada a Cristo Salvador e mais tarde a S. João Batista e S. João Evangelista (futura e atual catedral episcopal de Roma, S. João de Latrão). Mais tarde, doaria igualmente a própria cidade. 

Depois de um longo pontificado, cheio de acontecimentos e transformações profundas na vida da Igreja, morre S. Silvestre I no último dia do ano 335, dia em que a Igreja venera a sua memória. Sepultado no cemitério de Priscila, os seus restos mortais seriam transladados por Paulo I (757-767) para a igreja erguida em sua memória.

SUA FESTA É CELEBRADA NO DIA 31 DE DEZEMBRO

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

São Caetano



Nasceu em outubro de 1480 em Veneza como Gaetano dei Conti di Tiene.
Ele era filho do Conde Garpar de Thiene e Maria di Porto. Quando ele tinha dois anos seu pai foi morto em batalha. Criado por sua mãe, ele estudou na Universidade de Pádua, recebendo doutorado em lei civil e canônica. 

Como senador em Vicenza, Caetano foi a Roma onde o Papa Julius II (1503-1513) fez dele um protonotário, um posto que ele renunciou quando o Papa Julius morreu em 1513.Caetano foi ordenado em 1516 com 36 anos e entrou para a Ordem dos Oratórios de São Jerônimo, dedicado a cuidar dos doentes. 

Fundou um Oratório em Verona e em 1520 foi para Veneza. Em 1523 com Giovanni Pietro Carafa ,que tornou-se Papa Paulo IV (1555-1559) e com Paulo Consigliere e Bonifácio da Calle, Caetano fundou os Treatines, uma congregação de padres reformistas que assistiram a Reforma Católica. 

Fundou um hospital para vitimas de doenças incuráveis. Ele fundou um banco - como alternativa aos agiotas da época com juros altíssimos para emprestar aos pobres, atualmente o Banco de Nápoles.

Tinha o habito de jogar com prisioneiros vários jogos nos quais ele apostava orações, devocionários e velas. Diz a tradição que ele sempre perdia e tinha assim que "pagar"  com orações para eles.

Ele continuou trabalhando com os pobres junto com o Beato João Manrinoni.
Morreu em Nápoles em 7 de agosto de 1547. Ele é padroeiro dos Treatines e dos animais domésticos. Foi canonizado pelo Papa Clement X em 1671.
Suas relíquias estão guardadas em Munique e em Nápoles.

SUA FESTA É CELEBRADA NO DIA 7 DE AGOSTO